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Histórico


Sobre a COTRIFRED


Pesquisa de Wilson Aleixo Ferigollo.

A Vila Barril nasceu sob o signo do sistema cooperativo, vamos refrescar a memória, tentando resgatar os primeiros passos dos nomes que implantaram o cooperativismo em Frederico Westphalen.

A dificuldade de comercializar a produção primária, permitiu que algumas lideranças ligadas ao setor agrícola como, Angelo Michelon, Antonio Milani e Luiz Modesti abrissem as portas do sistema cooperado ao criarem a Cooperativa Vitivinícola Vitória Ltda, em 1932,com sede á Rua Mauricio Cardoso, esquina com a Campos Elíseos.

A Cooperativa colocou em funcionamento em 1932 o Moinho Colonial, na esquina das Ruas Luiz B. Milani com a Campos Elíseos, hoje é o Moinho Krzyzaniak que foi modernizado a partir de 1944, com as mudanças do controle de capital.

Em 16 de novembro de 1938, o setor primário teve mais um reforço com a liberação do “documento numero 7”, fornecido pelo Ministério da Agricultura, definindo a área de atuação do Cooperativa de Produtos Suínos Santo Antonio Ltda.

Em 1944 os agricultores fundaram duas novas cooperativas, a Agrícola Brasil Ltda, hoje Cotrifred, e também a Cooperativa de Insumos Agrícolas Ltda, administradas pelo Presidente Luiz Mazzonetto e Secretário Geral Luiz Gaviolli e Tesoureiro Geral Domingos Bernardino Centenaro, tendo como Contador, Ciro Binotto Segundo.

Em 1959 foi fundada a Cooperativa dos funcionários Públicos e Bancários de Frederico Westphalen, sendo eleito Presidente Velocino Camargo e Secretário Geral Wilson Jeohvah L. Farias.

Diante deste breve relato é fácil observar que Frederico Westphalen tem uma população cooperativista, única via com capacidade de gerar resultados e distribuir com igualdade.

O Estado gaúcho através da agricultura em meados da década de 50 estava alcançando grandes produções de cereais, especialmente o trigo. O Ministro da Agricultura, mostrando uma preocupação para armazenar a produção de trigo, liderou a construção de silos e armazéns em diversas cidades gaúchas, destacando-se em nossa região, Palmeira das Missões, Panambi, Ibirubá, Cruz Alta, Frederico Westphalen, entre outras.

Assim a cidade de Frederico Westphalen recebeu o silo que serviu para congregar a classe agrícola que teve as obras iniciadas em 1956 e concluída no segundo semestre de 1957.

Na época, a região produzia grandes safras do cereal ouro, facilitando a construção do silo no município. Um edital determinou como empresa vencedora a CEIP com sede no Rio de Janeiro e em menos de dois anos entregou a obra pronta. O chefe apontador era o Sr. Antonio Lütz Farias.

As madeiras que serviam para construir os arcos da cobertura do silo foram fornecidos pela Madereira Ferigollo & Tonial Ltda, situada na Rua Santos Dumont, Nº 9.

Logo após a conclusão das obras, alguns funcionários do Ministério da Agricultura acompanharam lideranças da cidade na formatação do estatuto social de fundação da Cooperativa.

Em 10 de novembro de 1957, um grupo de agricultores fundou a Cooperativa Triticola Frederico Westphalen Ltda, que mais tarde recebeu a sigla de COTRIFRED.

Assinaram a ata de fundação da Cotrifred Aleixo Szatcoski; Antonio Sponchiado, David Casarolli, Euclides Mossini, Fiorindo Romitti, Inácio Magalski, José Luiz Pinheiro, José Ponssoni, Pedro Minuzzi, Vergínio Cerutti e Vitalino Cerutti.

A Primeira diretoria foi composta pelo presidente Vergínio Cerutti, secretário Vitalino Cerutti, o gerente geral, Domingos Piovesan e guarda livros, Walter Petersen.

Em dezembro de 1958 esteve em Frederico Westphalen o representante do Ministério da Agricultura, que diante do Prefeito João Muniz Reis e do Presidente da Cooperativa Verginio Cerutti entregou a escritura do Armazém Silo construído em 1956 e 1957.

No final de 1957 o armazém recebeu os primeiros 10 mil sacos de trigo, que foram colhidos no município de Frederico Westphalen.

A primeira Exposição Agropecuária de Frederico Westphalen foi confirmada pela Comissão, para o dia 30 de abril a primeiro de maio de 1960.

Em março de 1962, em Assembléia Geral os mais de mil associados da Cooperativa, distribuídos nos municípios de Frederico Westphalen, Irai e Seberi, elegera a seguinte diretoria composta pelo presidente Verginio Cerutti e o secretário e gerente, Vitalino Cerutti.

Na mesma assembléia foi autorizada a abertura de uma Casa Comercial na Rua do Comercio esquina com a Tenente Portela, para atender os já 1.000 associados, favorecendo aos interesses dos produtores, na comercialização e aquisição de mercadorias.

A loja foi aberta na esquina das Ruas Tenente Portela com a Rua do Comercio, propriedade do Vergínio Cerutti.

No dia 25 de janeiro de 1964, em AGO que contou com 1.275 associados foi eleita a Diretoria da Cooperativa, ficando assim constituída, presidente, Vitalino Cerutti e secretario, Albino Grassi.

Uma das ações vencidas pela gestão Vitalino, foi a conclusão do processo junto ao Banco Central, para abertura da agência do Banco do Brasil, inaugurada dia 01 de novembro de 1968 em Frederico Westphalen.

Antes a abertura do Banco do Brasil, a diretoria da Cooperativa colaborava no transporte dos agricultores até Palmeira das Missões, ajudando a formar um processo de financiamento.

Em 1969 a Assembléia elegeu o agricultor João Sétimo Ferrari, com boa experiência na administração da cooperativa, realizando um trabalho de aglutinação, tentou aparar algumas arestas, buscando a união de diversos grupos de agricultores, sem usar uma bandeira política partidária.

O Gerente do Banco do Brasil da agência de Frederico Westphalen, Mariano Guedes Moraes, indicou o funcionário Nilton Yrigoy como consultor administrativo.

Na mesma oportunidade o associado Inácio Elio Zanella foi nomeado Diretor Superintendente da unidade de Seberi, adquirindo mais de 60 mil sacas de trigo que foram depositados no armazém da Fiorenzano & Germano Ltda.

No ano de 1973 foi eleito Presidente Guerino Zeni, que residia em Osvaldo Cruz, mas que ao vender suas terras naquela comunidade, investiu em terras no Mato Grosso, na época, muitos agricultores migravam para aquele estado, assim Guerino Zeni, no segundo semestre de 1974, solicitou desligamento do quadro social e renunciando a presidência, sendo convocada uma nova assembléia geral.

Entre os anos de 1975 e 1984, presidiu a cooperativa o agricultor Inácio Elio Zanella, tendo como vice-presidente, Beno Cereta, secretariados por João Francisco M. Zanatta.

De 1978-1989 a Cotrifred firmou convênio com a Universidade Federal de Santa Maria, implantando em áreas do Colégio Agrícola um posto de recebimento e resfriamento de leite, começando a ser implantada a bacia leiteira na região.

Foi nesse período que a Cotrifred integrou o grupo das cooperativas gaúchas na formação da Central Gaúcha de Leite (CCGL), instalando mais tarde em Teotônia uma indústria, com a eleição de Inácio Zanella como membro do Conselho. Na época, para realizar qualquer operação de crédito da Cotrifred era necessário o aval do Presidente e dos seus companheiros de gestão.

Mais tarde, com a quitação dos financiamentos a Cotrifred formou um capital, transformado em 3 milhões de recursos liberados a cooperativa de Frederico Westphalen.

Dirigiram a cooperativa de 1985 a 1987 o presidente Vilson Júlio Giongo, vice-presidente, Ezequiel Ferrari e o secretário Adilon Osorio de Oliveira.

Entre 1987 e 1989 o presidente foi Adilon Osório de Oliveira, vice presidente Selvino José R. Fonseca e secretário, Ezequiel Ferrari.

No período de 1989 a 1992 a cooperativa foi presidida por Inácio Elio Zanella, com o vice-presidente Arli Luiz Zanatta e o secretário Nadir José Buzatto.

De 16 de janeiro de 1989 a 27 de fevereiro de 1992, em seu segundo mandato, Zanella investiu em melhorias nos mercados de Irai e Frederico Westphalen e foram construídos armazéns em Palmitinho e Planalto e adquirimos o armazém da Fiorenzano Germani Ltda, em Seberi, implantando uma sementeira de feijão e soja na cidade.

No mandato do Zanella foram abertas as filias de Alpestre e Pinheirinho do Vale. Em sua gestão foi inaugurada a Galeria dos Ex-Presidentes, resgatando uma história importante. Neste período começou a acontecer à compra e o transporte de leite a granel, foram obtidos financiamento de tanques de resfriamento de leite e enciladeiras, botijões de sêmen, e contratados técnicos para inseminação.

Foram financiadas na época 300 vacas Holandesas importadas no Uruguai, mediante pagamento com a comercialização do leite. Na época a direção era focada em atender as demandas dos associados com agrônomo, veterinário, zootecnista, técnicos agrícolas e o departamento de comunicação e educação.

Neste período também iniciou o estudo para o desmembramento das filiais de Seberi, planalto e alpestre.

Em 1992 iniciou o mandato do presidente Léo Otonelli, tendo o apoio do vice-presidente Valdecir Stival e o secretário Rubens Jose Fischer, conselheiros de administração e fiscal.

Otonelli permaneceu no cargo até o final de 2009, durante este período contou com a colaboração de muitos associados para compartilhar as decisões, entre eles, nos anos de 1995 a 1998 quando teve como vice-presidente Valdecir Stival e o secretário Rubens Jose Fischer.

Entre 1998 e 2004 o vice-presidente foi Rubens Jose Fischer e o secretário, Sérgio Vanelli.

De 2004 a 2009 a diretoria de Otonelli contou com o apoio do vice-presidente Rubens Jose Fischer e o secretário Selso roque Zonta.

Durante sua gestão Leo Otonelli ampliou oito unidades da Cotrifred em municípios vizinhos, aumentando espaços das lojas do mercado, investiu grandes recursos na suinocultura, na produção de leitões, transformando a cooperativa em uma das principais responsáveis pelo desenvolvimento da atividade na região.

No ano de 2001, por ocasião da formação do capital social do Frigorífico Mabella, a Cotrifred participou com 550 mil reais, representando os 3.500 associados. No grupo dos minoritários acionistas da empresa, participou a Fredipar Participações, com 300 sócios, investindo 120 mil reais.

Em 2010 a Cotrifred elegeu uma nova diretoria composta pelo presidente Elio Luis Duarte Pacheco, o vice-presidente Joncimar Reolon e o secretário Dari Albarello.

Após 27 anos como colaborador, Pacheco assume a direção da cooperativa, com um quadro social de mais de 3 mil associados, uma instituição com reconhecimento e credibilidade no mercado adquiridos através dos mais de 53 anos de atuação no cooperativismo agropecuário. Contando com profissionais capacitados, para atender as demandas dos associados de forma personalizada com rapidez e eficiência.

Com a preocupação de agregar renda para os associados da Cooperativa e atendendo a demanda de lideranças regionais, a direção da Cotrifred firmou importante parceria com a Aurora, um dos maiores conglomerados industriais do Brasil e referência mundial na tecnologia de processamento de carnes, assumindo o compromisso de expandir a base produtiva para quatro mil matrizes, devendo chegar a 80 mil animais terminados por ano no auge da produção.

A Cotrifred é responsável pela gestão do projeto, fornecendo toda a assistência técnica e a ração que será utilizada na produção dos leitões, não precisando fazer nenhum outro investimento para a ampliação da suinocultura.

A atual direção está iniciando uma nova caminhada, com entusiasmo e bons resultados.

Apresentação


A Cotrifred está com 59 anos de existência, constituída em 10 de novembro de 1957, tendo como objetivo econômico receber e comercializar a produção de trigo de seus associados bem como comercializar com os mesmos os insumos necessários a produção.

Com o passar dos anos e o crescimento da Cooperativa, já não mais trabalhando unicamente com o trigo, surgiu a necessidade de entrar no segmento de rações e concentrados, tendo em vista que a região começou a expandir na área de leite e também suinocultura.

Atua nas Seguintes Áreas

  • Recebimento e Comercialização de Grãos;
  • Bovinocultura de leite;
  • Agropecuárias;
  • Supermercados;
  • Fábrica de Rações;
  • Abatedouro de Bovinos.

Área de atuação (RS)

  • Frederico Westphalen;
  • Caiçara;
  • Iraí;
  • Palmitinho;
  • Pinheirinho do Vale;
  • Taquaruçu do Sul;
  • Vicente Dutra;
  • Vista Alegre.

Estrutura

  • 59 anos de existência;
  • 3.902 Associados;
  • 8 Filiais;
  • 236 Colaboradores;
  • Capacidade de armazenamento de grãos superior a 950 mil sacas;
  • 8 Agropecuárias;
  • 7 Supermercados;
  • Patrimônio Líquido de R$ 31 milhões;
  • 1 Fábrica de Rações (duas linhas de produção);
  • 1 Abatedouro de Bovinos;

SLOGAN


VOCÊ COOPERA.TODOS CRESCEM

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